{"id":565,"date":"2013-02-27T11:11:43","date_gmt":"2013-02-27T14:11:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ongtrem.org.br\/site\/?p=565"},"modified":"2023-10-21T15:00:06","modified_gmt":"2023-10-21T18:00:06","slug":"sete-lagoas-logisticas-para-o-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/sete-lagoas-logisticas-para-o-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"Sete Lagoas \u2013 Log\u00edsticas para o S\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"<p>*Nelson Dantas<\/p>\n<p>A chegada da Estrada de Ferro Central do Brasil em Sete Lagoas no ano de 1896, 29 anos ap\u00f3s o munic\u00edpio ter se tornado independente , foi um marco no desenvolvimento econ\u00f4mico da cidade. Tr\u00eas anos ap\u00f3s, foi inaugurada a nova capital mineira que estava sendo transferida de Ouro Preto para uma regi\u00e3o mais central do estado e foi a<br \/>\nferrovia quem assegurou a chegada dos materiais de constru\u00e7\u00e3o e possibilitou o abastecimento da nova capital.<br \/>\nFoi gra\u00e7as a ferrovia que Sete Lagoas pode desenvolver j\u00e1 que passou a ter a possibilidade de se integrar a grandes\u00a0centros fornecendo produtos para a nova capital da prov\u00edncia e, principalmente, a possibilidade de abastecimento\u00a0da capital federal, Rio de Janeiro que consumia largamente produtos agr\u00edcolas, pecu\u00e1rios, latic\u00ednios, material de\u00a0constru\u00e7\u00e3o e outros enviando produtos industriais, cerveja, vinho e outros.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ongtrem.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/sete.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-568\" alt=\"sete\" src=\"http:\/\/ongtrem.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/sete.jpg\" width=\"500\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/sete.jpg 500w, https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/sete-300x214.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A chegada da Estrada de Ferro Central do Brasil, a mais importante empresa brasileira da \u00e9poca, assegurou<br \/>\nvantagens competitivas com rela\u00e7\u00e3o a outros centros produtores e a mudan\u00e7a da capital da prov\u00edncia influenciou<br \/>\npositivamente a cidade. Al\u00e9m de melhorar a log\u00edstica, Sete Lagoas deve muito do seu crescimento urbano pela<br \/>\nchegada da Central do Brasil que montou na cidade uma importante oficina ferrovi\u00e1ria al\u00e9m de contratar centenas\u00a0de funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Trem do Sert\u00e3o era o trem da Central respons\u00e1vel pelo escoamento da produ\u00e7\u00e3o de toda regi\u00e3o que come\u00e7a em\u00a0Sete Lagoas, ultrapassa Montes Claros e vai at\u00e9 o Norte de Minas. Tamb\u00e9m passou a fazer a integra\u00e7\u00e3o com a Bahia\u00a0atrav\u00e9s do rio S\u00e3o Francisco onde a ferrovia chegou em 1910 na cidade de Pirapora e depois com o encontro dos\u00a0trilhos que chegavam da Bahia em Monteazul \u2013 a partir de 1948. Esse trem circulou at\u00e9 17 de dezembro de 1992\u00a0quando foi feita a \u00faltima viagem. Hoje, a bela Esta\u00e7\u00e3o de Sete Lagoas virou o Museu Ferrovi\u00e1rio da cidade dando ao\u00a0seu frequentador tanto a ambienta\u00e7\u00e3o de viajar no tempo como ter um pouco da experi\u00eancia do que \u00e9 viajar num\u00a0trem de ferro.<\/p>\n<p>No p\u00f3s-guerra, dois fatores asseguraram a Sete Lagoas o seu protagonismo log\u00edstico: a op\u00e7\u00e3o pelo rodoviarismo<br \/>\ne a mudan\u00e7a de capital ferrovi\u00e1rio. Em primeiro lugar, o r\u00e1pido crescimento e a imposi\u00e7\u00e3o da ideologia dos EUA<br \/>\ndenominada de Destrui\u00e7\u00e3o Criativa por Shumpert fez com que o Brasil n\u00e3o s\u00f3 privilegiasse o modo rodovi\u00e1rio, mas\u00a0tamb\u00e9m relegasse o modo ferrovi\u00e1rio ao ostracismo. Depois, a mudan\u00e7a da capital do Rio de Janeiro para Bras\u00edlia\u00a0nos anos 60 assegurou a Sete Lagoas novamente um protagonismo uma vez que a rodovia que liga a antiga e a nova\u00a0capital passa pela cidade e o eixo de desenvolvimento passou pela cidade. Em todo o Brasil o transporte ferrovi\u00e1rio\u00a0de cargas tem prefer\u00eancia sobre o mais importante patrim\u00f4nio da sociedade que \u00e9 o capital humano o que tem\u00a0transformado as rodovias num cen\u00e1rio de guerra.<\/p>\n<p>Hoje, o modelo centrado em apenas um modal mostra sinais de exaust\u00e3o em todo o mundo. A l\u00f3gica \u00e9 criar uma<br \/>\nrede de transportes multimodal aproveitando o que cada meio de transporte apresenta de melhor. E os governos<br \/>\nj\u00e1 est\u00e3o se movimentando. O Governo Estadual de Minas Gerais criou o programa Transporte sobre Trilhos\u00a0Metropolitanos \u2013 TREM, visando o desenvolvimento de trens regionais. O trecho que liga Divin\u00f3polis a Sete \u00a0Lagoas\u00a0\u201cfoi classificado como um dos 64 trechos do Brasil com potencial para a implanta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de trens regionais\u00a0pelo estudo do BNDES. Esse trecho possui uma \u00e1rea de influ\u00eancia expressiva, incluindo cidades mineiras com mais de\u00a0200 mil habitantes: Betim, Contagem, Sete Lagoas e Divin\u00f3polis\u201d.<\/p>\n<p>Est\u00e3o previstas tr\u00eas esta\u00e7\u00f5es em Sete Lagoas: Calsete, Sete Lagoas e Sete Lagoas Centro. Dessas, a \u00fanica que<br \/>\nn\u00e3o possui trilhos \u00e9 a Esta\u00e7\u00e3o Central de Sete Lagoas, justamente a que durante 96 anos funcionou a esta\u00e7\u00e3o de<br \/>\npassageiros e que poder\u00e1 dar ao cidad\u00e3o da cidade um novo padr\u00e3o de mobilidade.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ongtrem.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/mapa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-569\" alt=\"mapa\" src=\"http:\/\/ongtrem.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/mapa-350x215.jpg\" width=\"350\" height=\"215\" \/><\/a><\/p>\n<p>Existe uma ressalva no trabalho do governo estadual informando que \u201cas esta\u00e7\u00f5es apresentadas s\u00e3o aquelas<br \/>\nexistentes originalmente na ferrovia e n\u00e3o ser\u00e3o necessariamente aproveitadas no projeto final\u201d. Pelo \u00a0ronograma\u00a0da Ag\u00eancia em fevererio de 2013 estar\u00e3o prontos tanto a modelagem Econ\u00f4mico-financeiro como a consolida\u00e7\u00e3o\u00a0os projetos de engenharia e at\u00e9 fevereiro de 2014 ser\u00e1 assinada a concess\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, foi o Governo Federal quem criou o projeto mais ambicioso com a Empresa de Planejamento e Log\u00edstica &#8211;\u00a0EPL e uma carteira de projetos de 120 bilh\u00f5es, dos quais 90 bilh\u00f5es destinados a ferrovia. Entre eles est\u00e3o as\u00a0ferrovias Belo Horizonte \u2013 Salvador e Rio de Janeiro \u2013 Bras\u00edlia, ambas podendo passar por Sete Lagoas e devendo ter\u00a0um trem r\u00e1pido de passageiros.<\/p>\n<p>Sete Lagoas n\u00e3o pode perder o trem e deve insistir em manter os trilhos e a constru\u00e7\u00e3o de um novo terminal de<br \/>\ncargas, mas precisa ir al\u00e9m e fomentar o transporte de passageiros o mais breve poss\u00edvel evitando ficar a reboque<br \/>\ndo acaso. Para isso \u00e9 preciso criar uma comiss\u00e3o de log\u00edstica independente que assegure \u00e0 Sete Lagoas uma<br \/>\ncontrapartida ao caos que o transporte rodovi\u00e1rio se transformou e que tem ceifado centenas de vida da cidade e\u00a0regi\u00e3o anualmente.<\/p>\n<p>Passado e futuro se unem em Sete Lagoas e o Museu Ferrovi\u00e1rio que insiste em lembrar do passado de gl\u00f3rias das<br \/>\nferrovias, em breve, poder\u00e1 conviver com uma nova ambienta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria: a volta dos Trens de Passageiros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Nelson Dantas A chegada da Estrada de Ferro Central do Brasil em Sete Lagoas no ano de 1896, 29 anos ap\u00f3s o munic\u00edpio ter se tornado independente , foi um marco no desenvolvimento econ\u00f4mico da cidade. Tr\u00eas anos ap\u00f3s, foi inaugurada a nova capital mineira que estava sendo transferida de Ouro Preto para uma regi\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":567,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17,14],"tags":[],"class_list":["post-565","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mobilidade","category-noticia"],"blocksy_meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/565","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=565"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/565\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3344,"href":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/565\/revisions\/3344"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=565"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=565"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/oexpresso.org\/ongtrem3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=565"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}